logo fm91 logo 1500am whats-radio9

24.02.2015 | Notícias & Cassi Bender

textossite copia

 

Com o feriadão prolongado de Carnaval minha cabeça deu um nó, e demorei a pensar em algum assunto para escrever essa semana. Carnaval? NÃO! Já passou e, melhor deixar para o próximo ano, certo. Sem ideia nenhuma, fui pedir ajuda ‘aos universitários’, e uma amiga trouxe um tema que às vezes passa despercebido: ‘como ser presente na criação dos filhos, mesmo tendo que se ausentar de casa em virtude da correria do dia a dia’. E aí? Como se faz isso?

Bem, minha experiência com crianças se restringe a cuidados com filhos de familiares e a época do magistério (Curso Normal), onde durante os quatro anos de curso tive um contato grande com os alunos. Nesse período tive ideia do que minha mãe e professores já haviam falado... Educação vem de casa, vem da família, e do ambiente em que a criança se desenvolve. Realmente, hoje em dia com a rotina que enfrentamos diariamente, fica difícil fazer algo bem feito, digo isso por experiência. E então me chega a pergunta: “E quando eu for mãe, como vai ser?”. Penso nisso, porque se nos dias atuais tentamos fazer com que o dia tenha mais de 24 horas, tento imaginar o futuro, e o que ele me espera.

Como educar, dar amor, carinho, afeto, presença (não presentes) aos filhos, se o tempo é curto demais, e a maior parte deste tempo é ocupada com trabalho? Existe uma frase que é muito usada essencialmente em Redes Sociais: “Isso é para os fortes”. E deve ser mesmo, porque não é nada fácil correr o dia todo atrás de afazeres desgastantes, e saber, que ao chegar em casa é preciso juntar todas as forças para dar ternura àqueles que realmente merecem.

Com a volta às aulas este tempo fica ainda mais curto. A maioria dos pais acha uma maravilha que seus pequenos estejam indo à escola, e que passem a maior parte do dia lá. Isso é muito bom, e eu concordo. E melhor ainda, é que em nossa cidade é possível ter seus filhos estudando sem gasto algum. Isso é perfeito. É uma preocupação a menos para os pais que durante todo o dia seguem trabalhando, e sabem que seus filhos estão bem cuidados. Mas existem sempre o PORÉM... Vejo casos onde pais simplesmente ‘enfiam’ os filhos na escola pensando que a EDUCAÇÃO se adquire ou se aprende lá, e isso não é verdade. TUDO vem de casa... e depois, é questão de aperfeiçoamento. Por isso a presença dos pais é tão importante no desenvolvimento das crianças.

Uma coisa que aprendi no Curso Normal é que educação vem de berço, e nunca me enganei quanto a isso. A realidade em que o individuo vive diz muito sobre ela. Viver em um lar onde a paz, o amor e o afeto prevaleçam, tornam a criança mais feliz e disposta, e isso se percebe dentro da sala de aula. Se já fosse mãe poderia falar mais sobre o assunto, mas não é o caso. Penso que é dificílimo lidar com a falta de tempo atual. Na minha opinião o dia poderia ter umas 30 horas, porque em 24 quase não dá tempo de fazer o que é preciso, e nos ‘viramos nos trinta’ para terminar tudo e em tempo recorde. Sinto que a falta de tempo vai afastando as pessoas, que ficam isoladas apenas desempenhando seus papeis. Mas também acho que enquanto alguns não tem tempo, outros tem de sobra. Concorda né?

Por fim, não consigo chegar a conclusão alguma sobre o tema proposto acima, até porque o tempo não me permite chegar a ela. A correria do dia a dia é possível explicar: pessoas querendo crescer na vida, e para isso vão deixando de lado coisas mais importantes. Não por vontade própria, mas muitas vezes por pura necessidade. Só que o tempo não volta mais, é difícil mudarmos algo que aconteceu ontem, na verdade impossível. O que nos resta é o presente e o futuro. Então: faça do seu presente, um presente na vida dos filhos e das pessoas que ama, dê atenção, carinho e amor, mesmo que seu tempo seja curto. Uma simples demonstração de afeto, na maioria das vezes expressa muito mais que presentes caros.