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Verdadeira ou falsa, por Cassiane Dill

 

Muitos estudantes estão habituados a ver essas duas alternativas em provas ou trabalhos escolares. Uma escolha que define se a resposta está certa ou errada. E ainda há a possibilidade de justificativa da opção escolhida. Mas o que consideramos certo ou errado? Talvez o que seja certo para mim não é certo para o outro, e vice-versa. Tudo depende. Depende do momento, da circunstância, da necessidade.

Muitas vezes precisamos errar para aprender. E às vezes ainda precisamos de ajuda para entender as propostas apresentadas a nós. Fazer escolhas não é uma das tarefas mais fáceis do nosso cotidiano. Estamos constantemente escolhendo, analisando, pesquisando o que mais nos convêm e nos faz bem.
Sobre a verdade e a falsidade, há ainda muitos aspectos a serem analisados. Falo isso porque, infelizmente, a falsidade está mais presente em nosso meio do que imaginamos. Pirataria, cópia, plágio, são conceitos que habitualmente conhecemos: utilizar a ideia do outro sem o devido reconhecimento, e se apoderar do que não é seu. Isso é falsidade? Sim. Com toda certeza.
Já ouvi muito na faculdade: “copiar ideia de um autor sem dar seu devido crédito é crime”. E é mesmo, plágio acarreta em retenção (prisão) ou multa. Mas, o que dizer quando as pessoas são falsas, se “espelham” em outros para usurpar benefícios? Isso acontece sim!
Fico pasma em ver notícias sobre pessoas que se passam por familiares falecidos para ganhar benefícios sociais. Ou ainda, aqueles que exploram pessoas idosas, pegam o dinheiro dos aposentados, e em vez de gastar para o bem-estar do verdadeiro beneficiário, o usa para bem-estar próprio, esquecendo de quem trabalhou a vida inteira para conquistar o merecido descanso.
São muitos casos de falsidade, infelizmente é a grande maioria. E ela ainda pode estar camuflada em um sorriso, num “bom dia”, em um abraço. Falo isso porque as pessoas podem ter mil faces; o conhecido “falar pelas costas”.
Cada um faz a sua escolha de vida: VERDADEIRA ou FALSA. Mas na vida, não há justificativa, nem outras alternativas. Acredito que a única via para a falsidade é o arrependimento, o perdão. O que seria do homem se ele não errasse? Não iria aprender nunca. Mas também persistir no erro, talvez seja realmente primário.
Errado para mim e certo para você? Bom, temos esse poder de escolha.
Sempre dizem: “Uma hora a máscara cai!”.
Espero mesmo que um dia as pessoas comecem a pensar mais no outro e não apenas em si. Que comecem a avaliar a opção VERDADEIRA, e deixem de lado a falsa.
Em âmbito político, educacional, social e pessoal as coisas só vão começar a melhorar quando as pessoas começarem a mudar.
Mudança começa com o primeiro passo: consciência limpa.
Por menos falsidade e mais verdade.
Bom final de semana!