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Tatuagens e penteados, por Eloy Milton Scheibe

Jeffe e Eloy

Nos quesitos gostos, cores e amores cada pessoa tem suas preferências. Quanto à moda também, embora haja tendências e preferências, mas cada um usa o vestuário que mais lhe convém ou apraz. Aliás, se há algo que se precisa respeitar são as individualidades das pessoas. Mas, “tem gosto pra tudo”, isso é inegável. Recordo, por exemplo, dos bailes, festas e eventos dos anos 60 e início da década de 70, quando a moda para os homens era vestir paletó, camisa branca e gravata estreita. As mulheres vestiam vestidos que cobriam os joelhos e com babados nos ombros. Os cabelos dos homens eram com cortes baixos e bem penteados. As mulheres também conservavam seus cabelos bem penteados. Havia harmonia na forma de vestir, tanto de homens quanto mulheres. Ah, e não recordo de ter visto alguém com alguma tatuagem.

Evidentemente que tudo evolui e se isso não acontece, pelo menos se transforma. Atualmente percebo gostos exóticos. Explico. Acho as tatuagens bonitas, quando há harmonia entre as cores usadas e dependendo do que é tatuado. Percebo, principalmente os jogadores de futebol com seus corpos mutilados pelo excesso de tatuagens, e neste caso já acho um exagero e que no meu modo de pensar fica feio por descaracterizar o corpo da pessoa, em alguns casos beirando uma mutilação. Os penteados e cortes de cabelo da atualidade seguem a regra da desordem, assim como o vestuário. Os meninos usam os cabelos despenteados com gel e as meninas usam bermudas com botas de cano longo, por exemplo. A ordem é não obedecer ordem. Vale a diversidade de escolhas e a harmonia foi deixada de lado.

Evidentemente que é preciso respeitar a opinião de cada pessoa, que se veste e usa os cabelos como lhe convém. Enquanto uns presam pela harmonia e se vestem de forma mais sóbria, outros partem para os tons da rebeldia e em alguns casos até do desleixo. Tudo é uma questão de gosto e até de capricho. Particularmente sou adepto da ideia de vestimentas mais sóbrias, com harmonia entre as peças e a apresentação do corpo, com cabelo bem cortado, que não é necessário ser curto, mas ter um corte, assim como os homens que usam barba, se for bem aparada, ou para quem usa barba, ter capricho na apresentação. Aliás, o desleixo transmite ideia de envelhecimento. Homem com barba por fazer e cabelo sem corte invariavelmente aparenta ser mais velho do que é. E, desculpem, aparenta relaxamento. Contudo, são poucos os pés que não acham um sapato para lhes servir.

Coluna Eloy Milton Scheibe publicada no Jornal ABCNotícias do dia 28/8