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Tão perto... Tão distante - Eloy Milton Scheibe

longe

Evidentemente que a tecnologia está à serviço da humanidade. São inegáveis, especialmente na área da comunicação. Por exemplo, nos dias atuais, a pergunta que nos fazemos é: quem ainda não tem um telefone celular? Esse tipo de aparelho é o mais popular entre todos, e com utilidades múltiplas. Sem medo de errar, podemos afirmar que é um minicomputador. Traduzindo, é uma verdadeira maravilha da comunicação que serve aos povos, universalmente falando, com custos compatíveis, e que talvez seja a ferramenta mais democrática do momento. Assim ainda podemos citar a televisão, outra maravilha que está ao nosso dispor dentro dos lares diuturnamente. Ainda os computadores, tablets e outros equipamentos ainda que estão à disposição de adultos e crianças nas 24 horas do dia.

Porém esses encantos todos acabam dispersando nossas ações e estão prejudicando nosso relacionamento familiar, com os amigos e nos impondo prejuízos profissionais consideráveis. Estamos viciados em eletrônica, não conseguimos mais viver sem nossos “tamagotchis”. Podem reparar em todos os lugares, grande parte das pessoas não larga do seu celular. Com isso estamos deixando de ter aquele contato direto com a família, pois as pessoas sequer sentam à mesa para fazer as refeições. Almoçar e jantar perdeu boa parte do seu “sabor”. Aquele capricho na elaboração de um prato em casa que reunia a família, com os mais jovens já querendo “um pouquinho”, mesmo antes das refeições serem servidas já não acontece mais. Com amigos e colegas de trabalho não é muito diferente, diminuíram sensivelmente os grupos de amizades.

Enfim, estamos deixando de ser humanos nas nossas relações. Estamos tão perto uns dos outros, mas ao mesmo tempo tão distantes.

Pais que não sabem o que seus filhos fazem e nem com quem estão, irmãos que não convivem, colegas de trabalho que não se relacionam, amigos que se afastam já são uma rotina, famílias se desagregando. Enfim, já é quase uma epidemia. As pessoas perderam a capacidade de se relacionar umas com as outras. Onde isso vai dar? Sinceramente não sei, mas que já está instalada uma grande confusão disso tenho certeza.

Coluna Eloy Milton Scheibe, publicada no Jornal ABCNotícias dia 25 de setembro.