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Dever de casa

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Fala-se muito nesse quesito, desde os tenros tempos de escola. Não fazer o dever de casa significa ter problemas futuros. Na economia isso é muito pior ainda porque significa não guardar na bonança e, como o mercado econômico mundial é instável, certamente a economia brasileira, por fazer parte da globalização, não está imune às instabilidades e suas consequências.

Para conseguir algo que nunca teve, certamente terá que fazer algo que não fez antes. Se nunca economizou e gastou tudo que ganhou, quando afloram dificuldades na economia, estas se abaterão fortemente sobre a sua situação familiar ou empresarial e significarão descapitalização e dificuldades, porém há quem sabe se aproveitar muito bem destas situações: são os poupadores. Aqueles que durante os períodos bons guardam recursos para investir durante a crise. Insisto, as melhores oportunidades surgem nas crises. Quem investe na crise é porque se preparou para isso anteriormente.

Já escrevi que economia doméstica deveria fazer parte do currículo escolar no Brasil, visto que a maioria dos brasileiros não se dá conta da necessidade de guardar recursos para aproveitar boas oportunidades de negócios no concorrido mercado e, aliado a essa constatação o Governo brasileiro teve a infeliz ideia de alicerçar a economia do país no próprio consumidor, reduzindo impostos e oferecendo crédito para fugir da situação crítica que a economia já ameaçava no País e proporcionou como resultado a não salvação da economia da crise e ainda auxiliou grandemente com o endividamento de boa parte das famílias e empresas brasileiras. Como a maioria dos brasileiros têm educação financeira limitada acaba cedendo às tentações e consome mais do que pode, sem reservar o que deveria para o futuro. Enquanto isso, uma minoria, menos deslumbrada e mais cautelosa, age com parcimônia e poupa. Se repararmos, nos períodos de fartura, o poupador pouco tem a ganhar e pouco chama atenção, mas se sobressai na crise por estar preparado para tal. Aliás, crises econômicas sempre começam nos exageros praticados por governos, investidores e consumidores nos tempos de prosperidade e quando o desequilíbrio se instala, os ativos perdem o valor, compromissos não se pagam e dívidas se acumulam. Nestas crises, quem está desequilibrado precisa se desfazer de bens e os desesperados proporcionam grandes oportunidades para os poupadores que até então estavam anônimos no mercado e aparecem na hora de comprar o que está barato.

Assim me parece, que o mais sensato que deveria ser feito no Brasil neste momento é lutar por uma melhor educação do nosso povo, que certamente, com mais conhecimentos, terá melhores condições de igualdade e mais chances de se preparar e planejar o futuro, inclusive para as instabilidades.

Coluna Eloy 13/11