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Vergonha - por Eloy Milton Scheibe

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Desde a última segunda-feira, primeiro de fevereiro, o município de Chapada não tem mais Brigada Militar vinculada na sede do município. O efetivo foi recolhido para Carazinho e deverão ser feitas rondas, que imagino serem esporádicas. O mesmo acontece com Almirante Tamandaré do Sul e outros municípios da região. Segundo informação prestada pelo Tenente Costa, em entrevista para a Rádio Simpatia, a corporação sob sua responsabilidade conta com uma defasagem de 80% do seu efetivo e que diante desse fato procura fazer o que pode, para ainda prover um mínimo de segurança à população.

Já ouvi vários políticos afirmarem que nos últimos 40 anos o Estado do Rio Grande do Sul, em apenas 4 anos, não gastou mais do que arrecadou, isso graças as privatizações. Quer dizer, o caixa do tesouro do estado está falido. Os sintomas são evidentes por todos os lados. Transporte, saúde, segurança e outros setores estão minguando. As coisas ao invés de melhorarem pioram. O caos já se instalou. É difícil acreditar no que está acontecendo. O Rio Grande do Sul é um estado que produz. Temos um PIB maravilhoso no setor agropecuário, igualmente no setor industrial, de serviços e com comércio pujante. Ou seja, a população gaúcha gera muitos impostos e quando caem no caixa do tesouro são gastos em excesso. Temos muitas leis esdrúxulas, profissionais com direitos adquiridos incompatíveis com a nossa realidade, aposentadorias precoces, enfim, benesses em excesso que levaram o estado ao fundo do poço.

Durante estes anos ouvimos muita demagogia, foram criadas inúmeras secretarias e autarquias sem necessidade, cargos criados em excesso e com eficiência duvidosa, comprovando que fazer política é bem diferente de administrar. Conversas e estratégias que serviram para angariar votos, mas que se mostraram péssimas quanto à saúde financeira do Rio Grande do Sul.

Agora a população, que deveria ser o centro de tudo, que contribuiu e ainda contribui para termos serviços decentes, é a grande vítima de tudo que aconteceu. Se sucederam administrações ineficientes e os problemas foram se acumulando, com “a sujeira sendo varrida para baixo do tapete” até chegar nesta falência que estamos assistindo. Os políticos gaúchos foram muito espertos para esconder os problemas, mas não para resolvê-los.

Enfim, chegamos ao ponto de ter a Brigada Militar, que já prestou tantos serviços em nosso município, recolhida para Carazinho, deixando a população chapadense desassistida no quesito segurança e ajudando a apagar o incêndio maior que no momento está em Carazinho, que para agravar, ainda tem uma penitenciária e pelos rumores que correm pela rua inspira muitos cuidados.

A situação é delicada, outras medidas ainda virão, todas contra o contribuinte, por isso é necessário uma mobilização da população, não podemos ficar sem Brigada Militar. É uma inversão de valores que ex-governadores e viúvas destes, que ajudaram a enterrar o RS, ao final do mês, recebam polpudas pensões. Igualmente acho, que nossos poderes constituídos, Executivo, Legislativo e todos os partidos políticos de Chapada, que se joguem de cabeça na luta para termos de volta nossa corporação da gloriosa e briosa Brigada Militar, da qual, provavelmente só sentiremos falta quando de um grande sinistro.

Coluna Eloy – 5/2