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Brasil - Um país de 10 milhões de desempregados

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Estamos apenas no início do ano e os indicativos são de grave crise na economia brasileira, especialmente perceptível por quem procura emprego. O Brasil possui 10 milhões de desempregados, equivalente a um país como Portugal. De norte a sul há desempregados em busca de trabalho para ter um dinheirinho que possibilite o “pão nosso de cada dia” para muitas pessoas e famílias. E pior, até dezembro próximo a estimativa do IBGE é de que tenhamos 12 milhões de desempregados. Ou seja, a situação continua piorando.

Há um conjunto de fatores que contribuem ainda para piorar o cenário. Em 2015 o ganho real (descontada a inflação) teve uma queda de 3,7% em comparação a 2014. Foi a primeira queda desde 2004. A inflação nas faixas de baixa renda, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegou a 11,3%, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que reflete a inflação oficial, foi de 10,7%. Assim, a camada da população que mais sofre com a recessão é a dos pobres.

O que o governo tem feito quando a crise aperta?  Começou por cortar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da linha de automóveis e linha branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupa, etc), também ofereceu crédito com taxa de juros reduzida, além de outros incentivos para o consumo. As medidas agiram como paliativos e não surtiram o efeito desejado pelo governo e que agora recentemente repetiu concedendo mais linhas de crédito, sem fazer o dever de casa, ou seja, as mazelas que se arrastam, como: reforma administrativa, fiscal, tributária, entre outras.

Toda crise sempre é mais sentida exatamente pela população mais pobre, por não ter o que subtrair das suas necessidades, que são apenas básicas. E o governo não está desatando o nó que lentamente vai estrangulando os pobres, gasta mais do que arrecada e usa esta camada mais vulnerável da população se intitulando o protetor em detrimento dos ricos, quando o mais prudente a se fazer é inserir os pobres na camada produtiva, proporcionando aprendizado suficiente para esta camada da população para que possa sobreviver e crescer sem depender do governo. Poderão me dizer que para chegarmos nesta situação ainda vai demorar. Concordo. Porém acho um bom momento para começar. Falta uma ação enérgica. Determinação.