logo fm91 logo 1500am whats-radio

NOVIDADE - Harry Potter e a criança amaldiçoada

20454125

 

    A última vez que acompanhamos Harry, Rony e Hermione nas páginas dos livros já faz quase uma década. Na Plataforma 9 3/4, os bruxos estavam enviando os herdeiros para a tradicional escola de magia e bruxaria — a até então despedida da saga de J.K. Rowling mostrava como estava o trio dezenove anos depois da Batalha de Hogwarts. E é justamente desse ponto que parte a história de Harry Potter e a criança amaldiçoada. O livro lançado no último domingo, em inglês (o lançamento em português será em 31 de outubro, pela editora Rocco), retoma a cena derradeira de As relíquias da morte e não demora a confirmar: não se engane, Harry, sua cicatriz vai voltar a doer.

    O que você vai encontrar é o roteiro do espetáculo escrito por Jack Thorne, criado em conjunto com J.K. Rowling e John Tiffany — está aí a justificativa para o texto não ser muito compatível com o estilo da escritora britânica. Ou seja: divisão por cenas, foco nos diálogo e poucos detalhes — principalmente sobre os aspectos psicológicos dos personagens. Com ritmo acelerado, a história é focada em Alvo Severo Potter, o filho do meio de Gina e Harry. Carregar o peso do sobrenome é difícil para o garoto de 11 anos. Diferente do irmão mais velho, Tiago, Alvo não se acha parecido com o pai e se sente deslocado no mundo. O relacionamento dele com Harry é frio: não há cumplicidade, mas muito ressentimento.

    Regulando em faixa etária com Alvo, está Rosa, filha de Rony e Hermione. Até poderia ocorrer uma reedição do trio Granger, Potter e Wesley em Hogwarts, mas ficamos longe disso. Quem vira o braço direito de Alvo é alguém com sobrenome inesperado: Malfoy. Escórpio, filho de Draco, é uma das gratas surpresas do livro — às vezes, chega a ganhar espaço como protagonista. A amizade entre eles é um resultado dos problemas de aceitação — e bullying — que ambos sofrem. E essa aproximação foi natural: eles estão na mesma casa, a Sonserina (sim, Alvo vai para a Sonserina!), não gostam de quadribol e se sentem reprimidos pelos olhares julgadores dos demais colegas.

 

    INFORMAÇÕES: Zero Hora