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Drenagem linfática na gestação: entenda como a técnica combate o inchaço

drenagem

Durante a gravidez, a mulher pode perceber áreas de edema (inchaço), sendo comum em pernas, pés e face, entre outros. Esse inchaço ocorre porque a mulher passa por inúmeras modificações, inclusive em seu sistema circulatório, e com o crescimento do bebê em seu ventre, depara-se com leve compressão de alguns vasos, o que dificulta o retorno venoso.

A drenagem linfática manual consiste em um conjunto de manobras específicas, bem como suave pressão e ritmo lento e constante, que atuam basicamente no sistema linfático superficial. O objetivo é drenar o excesso de líquido no interstício (espaço entre vasos linfáticos), que pode estar acarretando edema (inchaço), e com isso aumentar a velocidade do transporte e do volume da linfa. Mais comum a partir do terceiro mês, a indicação da drenagem linfática manual é feita pelo médico que a acompanha, assim que entender se há necessidade. A técnica deve ser aplicada corretamente e por profissional qualificado, pois a realização incorreta pode não ser benéfica, principalmente sobre a barriga.

Em geral, além de atuar na reabsorção do edema, a drenagem pode trazer relaxamento e bem-estar à gestante, além de atuar também através do toque, sobre a dor, se houver, promovendo melhora. O uso de calçados confortáveis (em caso de edema em pernas e pés, por exemplo) pode minimizar os desconfortos.

Esse estímulo sobre o sistema circulatório pode ser importante também na nutrição e na melhora da oxigenação tecidual. É importante que a gestante se posicione confortavelmente de barriga para cima e aproveite o período do procedimento para relaxar. Deve-se também elevar a cabeça a fim de facilitar a respiração e aumentar o conforto.

A técnica se mostra importante na minimização do edema e a cada mês, através das orientações médicas, os cuidados são aumentados, visando ao conforto da gestante e ao bom desenvolvimento do bebê.

Como a drenagem linfática é feita na gravidez?

A drenagem linfática na gestação trabalha normalmente pernas, pés e face, podendo ser estendida a braços e costas. Não há abordagem na barriga nem em seios, pois pode estimular contrações uterinas.

Basicamente, deve-se ter cuidado com o posicionamento da gestante para deixá-la confortável tanto para respirar quanto para não promover dor nas costas. As pernas um pouco elevadas podem ajudar no retorno venoso, minimizando o inchaço.

Na medida em que a barriga cresce, a compressão na região abdominal e de vasos importantes para a circulação corporal, aumenta, dificultando ainda mais o retorno venoso - por isso o posicionamento das pernas um pouco mais elevadas durante a drenagem e o repouso. A cabeça muito baixa também não ajuda na respiração da gestante, sendo recomendado elevar um pouco também a cabeceira.