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Notícias &... Joseane P. Steffens

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Neste novo ano já passamos por vários momentos. Uns constrangedores, outros por sua vez felizes, alguns realmente tristes e trágicos. Mas o que na verdade está despertando e movimentando todos em ritmo de festa e alegria é a Chapadafest. Muito já se foi falado... é a grande festa da região... e sem dúvidas a melhor festa típica alemã nas redondezas.

É nessa época que muitos chapadenses voltam à sua raiz, aproveitam e organizam o período de férias para visitar os parentes e festejar. Reencontram amigos de longa data e matam a saudade da cultura local, que vem sendo modificada, conforme as novas gerações percebem o mundo, mas que não perde a essência tradicional da festa.

Todos os eventos são marcados pela grande expectativa e quantia de público, sendo enfatizados pela imprensa municipal e de outras partes do Estado. O que revela maior importância, pois assim percebe-se que a festa vem sendo cada ano mais prestigiada por pessoas de muitas cidades e regiões brasileiras, que conhecem a sua existência. 

A Chapadafest engrandece também a beleza do município, sendo representada por belíssimas soberanas, que trazem a beleza da mulher chapadense, sem falar da simpatia que o povo atribui aos visitantes e também o contágio por parte dos comerciantes locais e regionais, que fazem parte da Feira/Exposição. Marcando mais ainda a presença diversa daquilo que se pode promover em uma festa.

Bem, é a primeira vez que estou totalmente nos bastidores, anos atrás já acompanhava as edições com muito fulgor e curiosidade. Entretanto como parte do público. Passando cada dia no centro, principalmente onde há a montagem da feira, percebe-se o clima, o entusiasmo e a alegria de todos por mais uma vez ser realizada a Festa que todos esperam de ano em ano.

Fico feliz por esta bela festa estar acompanhada também de um clima propício para a cultura local, que até então está se desenvolvendo dentro dos padrões esperados. Sabe-se que no início, logo depois da germinação da soja houve o ataque das lagartas, e diga-se de passagem está controlado, pelo que se percebe na maioria das lavouras. Pelo menos isso podemos dizer que está bom para os produtores, pois ano passado... sem comentários! Até agora a chuva está colaborando, todas as medidas de controle e prevenção estão sendo tomadas pelos agricultores, além do mais é visível o suporte, dado pelas empresas a seus clientes. Pois e sabido que se o campo vai mal consequentemente o comércio desanda, o que inclui as cooperativas e empresas privadas que se encontram nesse ramo.

Também é claro, que cada ponto de vista é a vista de um ponto, mas não posso deixar de frisar, que o clima e o comércio de exportações, valores (dinheiro e preço) e valorização do produto devem andar em conjunto. Pois, se finalmente esse ano o tempo colaborar com a soja, mas os preços forem mequetrefes como na maioria das safras passadas, o produtor não consegue tirar lucro para si, nem fazer reserva para o ano seguinte, consegue apenas pagar o investimento. E me pergunto com muita indignação, com qual lógica o preço do adubo supera o valor da saca de soja, o mesmo também no valor dos insumos, agrotóxicos, os quais cada ano vêm sendo fabricados mais fortes, pois a semente necessita que ele tenha um padrão mais consistente podendo garantir a planta, tudo que lhe faltará, ou que poderá ser ocasionado devido a fatores climáticos, entre outros. Estratégia essa que as empresas têm para obter e superar a cada ano seus lucros. E o agricultor fica como nessa? Pois é gente! Isso que está acontecendo no meio econômico não é certo, e não deve ser admitido pelos agricultores, muitos devem estar pensando que tipo de ligação eu tenho, ou qual é meu conhecimento sobre a área, mas posso afirmar com propriedade, que assim como qualquer profissão defende seus pisos salariais, os agricultores devem lutar por preços justos e mais democráticos a seus produtos, não apenas no cultivar soja, mas no trigo, milho, leite... Sou filha de agricultores, sou colona. Sou clara ao falar que devem receber um preço justo a seus produtos para que além de dar o giro em sua propriedade, de qualquer dimensão, possam também guardar, fazer capital de giro e soma, o que é óbvio, não vem sendo possível há um par de anos.

O meu lamento é grande a quem não valoriza o homem e a mulher do campo. Quando o campo não planta a cidade não janta. Porém a esperança deste ano é grande em relação aos fatores climáticos, que São Pedro atenda as causas dos agricultores sendo mediano com a chuva. E que na safra, os agricultores, pelo menos uma vez depois de várias décadas consigam receber o mínimo adequado e merecível pelo seu trabalho diário, no sol ou na chuva. E para hoje, é isso pessoal! Abração a todos, e uma excelente Chapadafest, que seja cheia de investimentos, lucros e muita alegria.