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Épocas e Tempos... Por Joseane Paula Steffens

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Em uma época crítica não se ouve nada além de reclamações, maus percalços e lamentos, sejam do tempo, da economia, da corrupção, da saúde. Não discordo, reclamo nas mesmas proporções, e até me aflijo pela situação, além da crise política que vem surtindo efeitos indesejados para diversos ramos, exceto aos beneficiados por essas malesas. Me preocupo muito pela economia agrícola, que é uma das mais afetadas, sendo pelo tempo, alta do dólar, inflação dos insumos, e pelo baixo preço do produto na hora da comercialização. Ouço muito a expressão “pessoal do interior é que melhor se encontra, não sofre tanto e não está tão prejudicado”, mas entenda, se você só nota os efeitos da crise no comércio da cidade, é porque a maior parcela dela é rural e é dela que vem a maior contribuição e parcela do PIB. Siga a lógica, se estivesse tão bem, o comércio estaria maravilhoso, os semblantes dos empregados mais alegres, as ruas mais movimentadas. Estamos na safra do trigo, até setembro a cultura foi aposta de excelente produção, houve geada nos dias 12, 13 e 14, então começaram os temporais. O que sobrou da planta? Boa pergunta. Produtores antes do início da safra iniciaram seus projetos de Proagro já sabendo que a colheita não seria farta. Muitas classes trabalhadoras fazem greve quando há descontentamento com a renda, direitos e afins. Os bancários estão em greve, há pouco tempo os professores paralisaram, e o agricultor? O agricultor também representa uma classe trabalhista, não têm muitos direitos, existem poucos representantes, e nem podem cogitar a ideia de paralisação, pois tudo, tudo mesmo iria entrar em colapso, não só na região, mas em nível nacional os problemas iriam se intensificar mais ainda. Quem não se lembra da greve dos caminhoneiros? Foi uma amostra de como as pessoas sentiram na mesa a falta de alimento. Imagine se os produtores de leite não realizarem a ordenha, se os criadores de gado não venderem a carne, se os granjeiros pararem de plantar o trigo para o  pão, se os aviários forem desativados? Como irá ficar sem a comida? Como irá lidar com os altos custos que a lei da oferta e procura estipula? Isso mesmo! Garanto que você nunca pensou  nisso! Mas fica o pensamento.

Como nem tudo são apenas espinhos, uma ação chamou atenção, mostrando que a sociedade ainda têm sementes de solidariedade germinando. Por vezes nos preocupamos com pessoas que vivem ou passam por estado crítico, mas e os animais? Você já reparou que os bichinhos são fieis companheiros, quem tem sabe! Assim como pessoas eles passam necessidade e sentem dor, a diferença é que não falam. Muitos animais não têm dono, vivem na rua. Atualmente existem ONG’s que ajudam os animais, mas elas não vivem de vento e não são sustentadas pelo governo, precisam andar com as próprias pernas, e como não possuem fins lucrativos é complicado. Um grupo de meninas tendo conhecimento das dificuldades que a ACAPA (Associação Carazinhense de Proteção aos Animais) passa, resolveu tomar a iniciativa de uma campanha de arrecadação de ração para cachorros, doando prêmios que serão sorteados no início de novembro para os solidários a campanha. Se você quer doar, mas não sabe como, me procure. Informações, no meu facebook ou com Ingryd Luísa Piaia. “A esperança pela sociedade não morreu, se puder entre na causa”.

Notícias &... Joseane Paula Steffens 23/10.