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Bueno, setembro chegou

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Meu orgulho em ser serrano, pisador de geada fria! Chegamos em setembro, o mês da áurea gaúcha. Ah que maravilha declarar e compor-me gaúcha. Que orgulho que tenho deste pago tão amado, tão singelo, que faz versos com acordes Raimundos.

Gaúchos que assobiam pela estrada, marcando divisas no nosso território nacional. Pampa, quero-quero, minuano, chimarrão, prenda, xinoca e peão! As lendas gaúchas, negrinho do pastoreio, Sepé Ti Arajú entre outras tantas.

Setembro não é o único mês para alentar-se ao tradicionalismo, quem é gaúcho nato, é gaúcho todo dia. Quantos avós que contam suas histórias com os velhos casarões, nas épocas de guerra, e como eram frias e sangrentas as velhas trincheiras.

Na lida campeira, o homem sabe o valor do gauchismo, usa do cavalo e do cusco, além de seus melhores amigos, como acessórios renomados no trabalho manual, na procura da rês extraviada. No passado, que o gaúcho, usava o cavalo como principal meio de transporte, e se defendia com o poncho nas chuvas de agosto. O pala sempre bem-vindo para as manhãs, tarde e noites de minuano.

As vezes faltava distância de pago e sobrava cavalo, e as vezes sobrava distância e faltava cavalo para ver a prenda depois da missa no domingo de manhã.

O tempo hoje traz a reverencia do homem rio-grandense, os primórdios não tiveram tamanha afetuosidade. A música tradicionalista e nativista, bem como os CTGs, costume, dialeto gauchês e a pilcha, uso das rédeas combinando com o laço na cabana, na pecuária, são os pontos mais marcantes, e que propagam a cultura para os demais cantos do nosso país e mundo.

Gaúcho que hoje é conhecido pelo trabalho, suor, persistência, não desistir a luta, não se afrouxar, abre novos campos, por vezes escutei no Mato Grosso, que o povo sulino se dá bem por lá, e em outras regiões do norte do País principalmente.  Pela credibilidade que sustenta ao patrão, mão de obra rígida e saudável, principalmente por celebrar com a palavra dita, está deve ser honrada.

Nossa cultura transporta dois vieses. Nativstas e Tradicionalista, tem conceitos diferentes, mas levam o mesmo lema, o amor pela tradição! Como um todo, está cultura é provedora de encontros familiares. A freqüência nos CTGs, rodeios e festivais normalmente é de três gerações. Estando grupos de diferentes idades voltados ao mesmo objetivo, a herança cultural é legada com maior facilidade entre eles e o fortalecimento do regionalismo é mais pulsante. Encontrada no seio da cultura gaúcha, a família riograndense posiciona-se na defesa de seus mais íntimos anseios. Os pais acompanham o crescimento etário e cultural de seus filhos e os apoiam nos momentos de dificuldade como amigos da mesma entidade social, sem deixarem de ser exemplos e ídolos. Tanto que o rodeio crioulo, uma das atividades recreativas do tradicionalismo institui o concurso de laço “pai e filho”, incentivando a integração familiar. Da mesma forma acontece no nativismo quando um jovem sobe ao palco para defender a sua música num determinado festival, toda a família oferece apoio à sua atuação.

Como sempre, existem os “guascas”, aqueles “vivente” que só tão por aí pra incomoda, mas Gaúcho que se honra, respeita, é de poucas palavras, costumeiramente breve e direto. Bueno que venha mais um 20 de Setembro, nos orgulhemos sempre de nossa tradição, mesmo que o Sartori não tenha tido muitas atitudes gloriosas nos últimos tempos. Mas nosso Povo já passou Guerra, bem pior, não agora que vai desistir! Na Simpatia, a partir de segunda-feira dia 11, começa o Programete Gauchesco: Gaúcho sim senhor! Acompanhe pela Simpatia AM 1500 e FM 91.7, momento de trazer curiosidades acerca da nossa cultura, e homenagear nosso Rio Grande tão amado e abençoado!

Então tchê, vou aproveitar uns dias de férias, passar um olho nos conteúdos universitários e com certeza, dar umas campereadas por aí com meu Cavalo, o Pingo! Bom Mês! Veste tua bombacha, calce tua bota, use teu chapéu tapeado. E cante viva ao Rio Grande.

 Até mais.