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Passo Fundo está acima da média nacional em doações de órgãos

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Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) já registra números equivalentes ao ano todo de 2015. A nível nacional, Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) indica aumento no número de doadores, mas ainda se encontra longe do ideal.

Passo Fundo segue acima da média nacional no número de doadores efetivos de órgãos. Em agosto deste ano, o município já atingiu nove transplantes de rim, 12 de fígado e 24 de córneas. Os números de rim e fígado já são superiores ao total de doações realizadas em todo o ano de 2015, quando foram registrados oito transplantes de rim e seis de fígado. A única estatística que está abaixo, por enquanto, é a de córneas, com 31 transplantes.

A meta, agora, é manter o crescimento. A média nacional, com base na Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), subiu de 13,1 doadores por milhão de habitantes para 14 por milhão no segundo trimestre deste ano. O número é considerado longe do ideal, que seria 16 por milhão. Os dados levantados junto ao Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde citam, ainda, que em comparação ao primeiro semestre de 2015, o número de pessoas que doaram passou de 32 mil para 33.199 contribuintes. Segundo as estatísticas, a fila maior para receber doações se deve, respectivamente, às córneas, rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas e intestino.

O coordenador da Organização por Procura de Órgãos e Tecidos (OPO-04) do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), médico neurocirurgião Cassiano Ughini Crusius, relata que o objetivo é prosseguir com o crescimento a cada ano. ''Queremos manter esse crescimento, não apenas em um ano, mas deixar isso sustentado a cada ano. Nós já atingimos, ainda neste mês, o número total do ano passado. Então, temos até o final do ano para tentar superar em bom número'', afirma. Em comparação com os dados da ABTO, o médico garante que, em números absolutos, o serviço de Passo Fundo tem resultados mais positivos. ''Estamos acima da média nacional. Nossos números são superiores e seguimos o mesmo padrão de crescimento'', destaca Crusius.

Captação estável

De acordo com números do HSVP, a instituição captou, nos primeiros seis meses do ano, 14 rins, seis fígados e 14 córneas. O resultado se mantém estável se comparado ao primeiro semestre de 2015, quando foram captados 14 córneas, 12 rins, cinco fígados, dois pulmões e um coração para válvula.

Falar sobre doação faz a diferença

O coordenador Organização por Procura de Órgãos e Tecidos (OPO-04), Cassiano Crusius, explica que por ser um tema delicado, sobretudo em horas difíceis para familiares, é importante manter o diálogo em família sobre a doação de órgãos. ''São os familiares que vão definir. Portanto, em situação de morte cerebral, que é um momento difícil, facilita para a família ou traz mais conforto saber se é desejo do paciente ser doador ou não, porque já foi conversado em vida sobre isso. Com isso, as pessoas tomam decisões mais tranquilas, evitando dúvidas'', completa.

HSVP realiza campanha Doe Órgãos

A única maneira de tornar-se doador é com autorização da família, por isso o desejo deve ser transmitido aos familiares. Com o objetivo de despertar a consciência coletiva, o HSVP realiza permanentemente a campanha Doe Órgãos - uma corrente pela vida, que faz um apelo para que as pessoas participem desta corrente pela vida, tendo a percepção da doação pela necessidade do ser humano e não apenas pelo sentimento da morte. Dúvidas e questionamentos podem ser sanados através do fone (54) 2103 4058 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

FONTE: Portal Gazeta