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CAPITAL - Cúpula de segurança se reúne para definir ações da Força Nacional no RS

cupula ssp

A cúpula da Segurança Pública do Rio Grande do Sul realizou uma reunião, na manhã desta segunda-feira (29), para definir como será empregado o efetivo de 120 homens da Força Nacional de Segurança que chegaram na tarde de domingo (28) ao estado. O encontro ocorreu na sede do Centro de Comando Integrado da Capital, em Porto Alegre.

Na reunião que contou com a presença do vice-governador gaúcho, José Paulo Cairoli, e do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas, foram debatidas as inciativas que serão adotadas para o combate contra a criminalidade com a ajuda da Força Nacional.

A primeira atividades da tropa recém chegada será o reconhecimento dos locais onde as equipes vão atuar.

Segundo o coronel Alfeu Freitas, a ação conjunta com a Força Nacional será oficialmente lançada às 6h desta terça-feira (30) na Academia de Polícia Militar.

Os agentes nacionais vão integrar a Operação Avante, que é realizada desde o último mês de janeiro para combater a criminalidade.

"Existe uma doutrina da Força Nacional, que é eles atuarem nas equipes deles, então vamos em um primeiro momento conversar a partir de amanhã [segunda-feira] fazer essa aproximação", disse Freitas no domingo, em entrevista coletiva após a chegada dos policiais.

O oficial destaca que os servidores da Força Nacional atuarão no policiamento ostensivo. "São todos policiais militares que estão aqui. Nossa missão é abordar, identificar e revistar. Essa será a constância da atividade da Força Nacional, que já é a constância da Operação Avante", afirmou.

Os servidores vão trabalhar de oito a nove horas por dia, do início da manhã até o final da tarde, em abordagens policiais em barreiras, no eixo onde há fluxo de veículos, inclusive roubados, próximos a escolas e comércios. Ainda não está definido até quando a Força Nacional atuará na capital.

Reforço aplaudido

Os 120 servidores da Força Nacional de Segurança convocados para auxiliar no policiamento dePorto Alegre chegaram à capital na tarde deste domingo (28). O grupo deixou o Rio de Janeiro na sexta-feira (26) e chegou em Porto Alegre por volta das 16h30. Os servidores foram levados às sedes do 1º e do 9º Batalhão da Brigada Militar, onde ficarão hospedados.

Uma viatura do Batalhão de Operações Especiais (BOE) fez a escolta da tropa do pedágio de Gravataí, na Região Metropolitana, até os prédios dos batalhões.

No percurso, motoristas e passageiros de veículos que passavam pelos carros da Força Nacional na BR-290 saudaram os servidores com buzinaços e aplausos.

Segundo o subcomandante da Brigada Militar, coronel Andreis Silvio Dal'Lago, os servidores vão se juntar aos policiais militares que atuam na Operação Avante, que vem sendo realizada de forma permanente pela BM desde o início do ano para combater o crime na Região Metropolitana.

Pedido de apoio em Brasília

A decisão do governador gaúcho de pedir apoio em Brasília foi tomada após mais um latrocínio em Porto Alegre. No fim da tarde de quinta-feira (25), uma mulher de 44 anos foi morta em frente à filha enquanto esperava outro filho sair de uma escola na Zona Norte da cidade. Na noite do mesmo dia, o governo anunciou a exoneração do ex-secretário de Segurança.

O reforço da segurança no estado com a Força Nacional foi acertado na manhã da última sexta-feira (26), após uma reunião entre Sartori e o presidente em exercício, Michel Temer, em Brasília. Em outras ocasiões, o governo federal havia oferecido o apoio e o prefeito José Fortunati chegou a se manifestar a favor da medida, então descartada pelo Piratini.

Força Nacional atua em situações de crise

A Força Nacional de Segurança foi criada em 2004 para atuar em situações de crise e emergência. Todos os estados cedem policiais militares e civis, bombeiros e peritos para compor o efetivo. Em troca, os governadores podem solicitar a presença da força quando acharem necessário.

Fonte: G1