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Novo aumento: gás de cozinha 10% mais caro

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O combustível para fazer o almoço, o jantar ou aquecer aquela água para o chimarrão está mais caro. O gás de cozinha teve um reajuste no preço no início desse mês. Conforme a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR), este aumento deve chegar a 10%, perto da inflação que, nos últimos 12 meses, conforme o INPC, é de 9,56%. Segundo levantamento Sindicatos dos Revendedores de Gases em Geral do RS (Singasul), a maior parte dos associados já foi comunicada da majoração pelas distribuidoras. “Esse reajuste sazonal sempre acontece em setembro e nossa orientação para os revendedores é o repasse integral aos preços, pois a revenda já trabalha com baixa rentabilidade, tendo em vista o mercado extremamente concorrido”, explica o presidente do Singasul Ronaldo Tonet.

No Rio Grande do Sul, o preço do botijão de 13 kg foi vendido em julho de 2016, em média, por R$ 54,35, segundo levantamento mensal da ANP, enquanto a média do país atingiu R$ 53,83 no mesmo período. Em Passo Fundo, o reajuste já foi realizado pelas distribuidoras. De acordo com o diretor-proprietário de uma distribuidora de gás, Antônio Loss, o  aumento no valor foi repassado aos consumidores passo-fundenses no dia 05 de setembro. “Nossa fornecedora repassou o aumento ainda no dia 1° de setembro, mas acabamos ajustando os preços no dia 05. Esse aumento foi de cerca de 10%”, comenta. Segundo Loss, o botijão de 13 quilos era vendido no local a R$ 50,00 no local, e R$ 55,00 na entrega em domicílio. Com o reajuste, o valor passou para R$ 54,00 no local, e R$ 60,00 em domicílio.

Aumento anual

O reajuste em setembro já era esperado pelos empresários do ramo. No último mês de março, um aumento nos valores já havia sido repassado ao consumidor. “Esse aumento é a reposição do dissídio da categoria dos funcionários de revendedoras de gás, que acontece todo mês de setembro”, explica Loss, que relata que em Passo Fundo os preços variam bastante. “As marcas são diferenciadas, por consequência os preços também, mas o reajuste foi repassado por todas as companhias”, destaca o diretor-proprietário.

“Infelizmente mais uma reposição que atrapalha um pouco o consumidor que já está em uma situação difícil, mas é a necessidade das empresas. Não gostaríamos de reajustar os valores por que entendemos as dificuldades da população, mas no momento em que recebemos essa reposição da fornecedora, não temos como absolver isso e precisamos aumentar o valor para o consumidor”, finaliza.

 Fonte: Diário da Manhã