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Piffero aguarda Convergência para lançar candidatura

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Entre goles de cerveja e suculentos nacos de churrasco, representantes dos principais grupos de oposição do Inter trocaram ideias até meados da madrugada de quarta-feira. Vitorio Piffero não se anunciou candidato publicamente, mas falou como tal. Expôs os planos para o caso de ganhar a eleição e voltar à presidência do clube e confirmou que participará da eleição como protagonista. O grupo lançará a chapa, tendo Piffero como cabeça, em breve, assim que houver uma definição sobre a participação do Convergência Colorada na coalizão de oposição. O movimento ganhou alguns dias para analisar as propostas apresentadas e deve responder até a próxima terça-feira - quando novo encontro foi agendado - se aceita estar na chapa de Piffero. 

Um grupo restrito participou do encontro, ocorrido na casa de Piffero. Somente líderes do União Colorada, Ação Independente, Mais Inter e Inter Sempre, além de integrantes do Convergência, estavam lá. O principal tema abordado foi o organograma de uma futura gestão. Piffero quer um número grande de vice-presidências, uma gestão mais robusta, para acomodar todos os grupos que o apoiarão. Aceita fatiar a gestão, mas não abre mão da vice-presidência de Futebol, que será encabeçada por um homem da sua confiança e contará com seus pitacos frequentes. 

Outros temas, mais restritos à própria campanha — como formação de um comitê e a elaboração de um plano de marketing — também foram abordados. Até o dia 31 de outubro, a chapa deve ser inscrita. As eleições ocorrem dias 10 de novembro e 13 de dezembro. Em tempo: a conta das despesas do churrasco já foi paga com recursos do caixa da campanha de Vitorio Piffero. 

Convergência indefinido 

O apoio do Convergência é disputado tanto pelo lado de Vitorio Piffero quanto de Marcelo Medeiros. Neste momento, o grupo, que tem cerca de 78 conselheiros,pende para o lado da oposição. No churrasco organizado por Piffero, ele foi representado pelos conselheiros Sandro Farias, Fabrício Berto, Marcos Marino e Vitor Saydelles. 

Nessa quarta-feira, porém, o também conselheiro Humberto Busnello, um dos principais líderes do movimento, reuniu-se com integrantes da atual gestão para analisar as propostas. “O Vitorio Piffero nos apresentou um projeto concreto. Vamos ver se conseguimos encaixar pontos do nosso plano de gestão”, observa o coordenador do Convergência, Fabrício Berto. Ele lembra que o grupo também pode lançar candidato próprio, caso não exista acerto com algum dos lados.

O Convergência, na realidade, não é decisivo na eleição, pois tanto a oposição quanto a situação têm votos suficientes para chegar ao segundo turno. No entanto, seria fundamental para a governabilidade da futura gestão, independentemente de quem seja.

Fonte: Correio do Povo